Fósseis de amonites do período Jurássico
© J Nemchinova/Getty Image
O Jurássico mandou lembranças
Como contar a história de um mundo sem testemunhas? Muito antes da escrita, dos mapas ou dos primeiros seres humanos, a Terra já mantinha seus próprios arquivos. Não em papel, mas em pedra. Cada fóssil preserva fragmentos de vidas desaparecidas e ajuda cientistas a reconstruir oceanos, paisagens e criaturas que sumiram há milhões de anos.
As espirais da imagem pertencem a amonites, moluscos marinhos que prosperaram durante o Jurássico. Enquanto dinossauros percorriam os continentes, esses animais navegavam por mares repletos de formas de vida hoje extintas. À primeira vista, lembram os náutilos modernos, mas seus parentes mais próximos eram lulas e polvos. As câmaras de suas conchas funcionavam como compartimentos cheios de gás, ajudando-os a controlar a flutuação.
Há cerca de 66 milhões de anos, as amonites desapareceram — mas seus fósseis, não. Encontradas em diferentes partes do planeta, essas espirais ajudam a datar rochas e comparar camadas geológicas. Para a paleontologia, são verdadeiras cápsulas do tempo que guardam mensagens de oceanos há muito desaparecidos.
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