Vilarejo de Oia, Santorini, Grécia
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Das cinzas às câmeras
Já imaginou viver em um cenário de filme? Em Oia, na Grécia, você pode. Parte do arquipélago de Santorini, a vila que vemos aqui já apareceu em produções como "Tomb Raider" e "Quatro Amigas e um Jeans Viajante", graças aos penhascos dramáticos e às casas cicládicas — cubos brancos de telhado plano. Suas paredes azuis e brancas não são apenas estéticas: o cal ajuda a captar água da chuva. Frescas no verão e aquecidas no inverno, foram esculpidas nas falésias vulcânicas no final do século XIX.
Conhecido como "Ninho da Águia", o vilarejo foi construído após a grande erupção minoica de 1600 a.C., que alterou a costa e enterrou antigos assentamentos, moldando não só a geografia, mas também o espírito resiliente de quem vive ali.
O Brasil também tem paisagens nascidas de cinzas: carregamos vestígios de vulcanismo antigo. Rochas das serras do Espírito Santo, topos do planalto de Minas, o arquipélago de Fernando de Noronha e as ilhas de Trindade e Martin Vaz foram forjados por essa força. Esses locais, de solos férteis e formações enigmáticas, mostram como um passado eruptivo pode ser matéria-prima de reinvenção.
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