Orca no Canal Lynn, próximo às Montanhas Chilkat, Alasca, Estados Unidos

Orca no Canal Lynn, próximo às Montanhas Chilkat, Alasca, Estados Unidos

© John Hyde/Alam

Sociedades submarinas

Primeiro surge a nadadeira. Depois, um sopro poderoso. Na imagem, uma orca emerge do Canal Lynn, no Alasca, Estados Unidos. Conhecida como baleia-assassina, ela é, na verdade, o maior integrante da família dos golfinhos e um predador sofisticado.

Estas águas frias e ricas em nutrientes alimentam salmões, focas e leões-marinhos, tornando a região ideal para observar orcas. Mas elas não ficam só no norte: também cruzam o Atlântico Sul e, de tempos em tempos, aparecem pelo litoral brasileiro, especialmente entre Santa Catarina, São Paulo e Rio de Janeiro, aproveitando a migração de grandes peixes e raias.

Cada família desenvolve técnicas de caça, hábitos e até dialetos próprios, aprendidos bem cedo pelos filhotes. Algumas são especializadas na pesca de salmões; outras, na caça de focas e leões-marinhos. Liderados por fêmeas mais velhas, esses grupos ficam juntos por toda a vida. Quando uma orca sobe para respirar, ela não está sozinha. Traz consigo uma história e uma linguagem que ecoam pelo oceano há gerações.

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