Peixe-boi em Crystal River, Flórida, EUA
© Stephen Frink/Getty Image
A vida sob a superfície
Os peixes-boi levam a vida sem pressa—flutuam suavemente, pastando algas e navegando pelas águas mornas há milhões de anos. Para chamar atenção para sua conservação, a última quarta-feira de março é dedicada a eles no Dia de Apreciação do Peixe-boi.
Existem três espécies: o peixe-boi-africano, o peixe-boi-amazônico e o peixe-boi-marinho—visto na imagem de hoje—que pode medir até 4 metros e pesar mais de 450 quilos. No Brasil, o peixe-boi-amazônico, menor e adaptado às águas doces, percorre rios e igarapés da floresta. Herbívoro, alimenta-se de gramíneas aquáticas e frutos que caem na água, consumindo cerca de 8% do seu peso por dia. Além disso, sua alimentação ajuda a manter o equilíbrio ecológico dos rios.
Sem grandes predadores naturais, esses parentes distantes dos elefantes passam os dias entre cochilos e refeições. Mas nem tudo são águas calmas: colisões com barcos, destruição de habitat e poluição ameaçam sua sobrevivência. A boa notícia? Projetos de conservação ajudam a protegê-los, provando que, às vezes, desacelerar e fluir com a corrente pode ser a chave para um futuro mais sustentável—para os peixes-boi e para nós.