Parque Nacional Great Smoky Mountains, Tennessee, Estados Unidos
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A névoa como assinatura
Antes de virar parque em 1934, essas montanhas já eram veteranas. As Great Smoky Mountains, no leste dos Estados Unidos, começaram a se formar há mais de 300 milhões de anos — idade respeitável até para padrões geológicos. Povos indígenas já circulavam por ali há cerca de 14 mil anos, seguindo rotas de caça e deixando vestígios de cerâmica e agricultura que arqueólogos continuam encontrando.
Hoje, o parque é um prodígio biológico. Conhecido como a Capital Mundial das Salamandras, abriga também ursos-negros, alces, mais de 200 espécies de aves e uma impressionante variedade de plantas. Seu nome — algo como “montanhas enevoadas” — não é propaganda enganosa: um véu constante de umidade, típico de regiões montanhosas densamente florestadas, recobre seus picos. Quem conhece a Serra do Mar, no coração da Mata Atlântica, reconhece o parentesco imediato: relevo íngreme, florestas que mudam com a altitude, clima úmido e uma biodiversidade extraordinária concentrada em pouco espaço. Quando montanha, clima e floresta trabalham juntos, a vida responde com excesso.
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