Polvo em postura defensiva, Mayotte, Oceano Índico

Polvo em postura defensiva, Mayotte, Oceano Índico

© Gabriel Barathieu/Minden Picture

Oito braços, zero paciência

No litoral de Mayotte, no Oceano Índico, este polvo adota uma postura que parece dizer: “mantenha distância”. Com os braços erguidos e o corpo pronto para reagir, ele exibe uma das muitas estratégias de defesa de um animal que fez da adaptação uma arte.

Em segundos, cromatóforos e papilas alteram a cor, os padrões e até a textura da pele. O resultado é uma transformação tão convincente que o polvo praticamente desaparece diante dos olhos, confundindo-se com rochas, algas, corais ou sombras. Se a camuflagem falha, entram em cena a tinta, a flexibilidade que permite atravessar frestas pouco maiores que o próprio bico e uma inteligência capaz de abrir recipientes, explorar objetos e encontrar soluções para novos desafios.

Eles vivem nos litorais do mundo todo, e dezenas das espécies conhecidas podem ser encontradas entre recifes e costões rochosos brasileiros. No Dia Mundial do Polvo, celebramos um dos animais mais improváveis do oceano: oito braços, três corações, sangue azul e uma capacidade quase infinita de se reinventar.

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