Borboleta-azul-comum, Devon, Inglaterra
© Ross Hoddinott/Nature Picture Librar
Nem tudo são flores
De comum, ela tem só o nome. A borboleta-azul-comum começa a vida em uma planta, passa por uma aliança improvável com formigas e termina com um par de asas azuis. A espécie, que não ocorre naturalmente no Brasil, é encontrada em grande parte da Europa, no norte da África e em partes da Ásia. Suas lagartas costumam se alimentar de plantas como o cornichão.
Mas o truque começa antes mesmo dela ganhar asas. A lagarta libera uma secreção rica em açúcares que atrai formigas. Em algumas relações, elas a protegem de predadores em troca da recompensa açucarada. É quase um contrato: segurança de um lado, sobremesa do outro.
Depois da metamorfose, a história muda de cor. As fêmeas costumam apresentar asas marrons com pequenas manchas alaranjadas nas bordas, enquanto os machos exibem o azul característico. E ele não vem de pigmento: estruturas microscópicas nas escamas das asas refletem a luz de um jeito que produz a cor intensa.
Borboleta polinizando uma flor amarela
Abelha-mamangava polinizando, Worcester, Inglaterra
Leão-marinho-da-califórnia em uma floresta de algas gigantes, Baja California, México