Abelha-mamangava polinizando, Worcester, Inglaterra
© SimonEastwood87/Shutterstoc
Um futuro vibrante
No Dia Mundial das Abelhas, vale prestar atenção a um zumbido que costuma passar batido — e que sustenta boa parte do que chega à nossa mesa. A abelha‑mamangava vista na imagem é especialista na polinização por vibração, uma técnica que sacode o pólen das flores e garante colheitas como tomate, berinjela e pimentão.
Polinizadores participam da produção de mais de três quartos dos alimentos cultivados no mundo, influenciando rendimento, formato e até sabor. Por isso a ONU oficializou a data em 2018, chamando atenção para riscos como desmatamento, uso de agrotóxicos e clima instável.
O Brasil entra forte nessa conta. Das mais de 20 mil espécies de abelhas, cerca de 2 mil vivem aqui. Mamangavas e abelhas sem ferrão mantêm lavouras e biomas como Mata Atlântica, Cerrado e Caatinga funcionando. Cada pouso conta. Porque a cadeia que nos mantém vivos começa antes mesmo da semente tocar o solo: começa na vibração certa.
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