Borboleta polinizando uma flor amarela
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O pit-stop dos jardins
A imagem parece banal: a borboleta pousa, bebe néctar e segue seu caminho. Mas aqui acontece um dos processos mais eficientes da natureza: ao mergulhar na flor, a borboleta se cobre de pólen. Ao visitar outra, parte desse material é transferido para a nova planta, permitindo que flores que jamais se tocariam troquem informação genética e produzam sementes.
Abelhas, aves, morcegos e uma multidão de insetos sustentam esse fluxo contínuo que mantém cadeias inteiras de reprodução vegetal em funcionamento. Sem esse trânsito, muitas flores não viram frutos. Sem frutos, colheitas inteiras entram em risco.
No Brasil, essa engrenagem opera em escala impressionante. Temos quase 10% das espécies de borboletas existentes no planeta, e uma imensa diversidade de polinizadores. Cerca de 76% das plantas usadas na produção de alimentos no país dependem desse serviço biológico. Esse instante breve entre asas e pétalas é uma cadeia logística, sem frete e sem atraso, que termina na nossa mesa.
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