Saíra-sete-cores pousada em um galho em São Paulo
© Juan Carlos Vindas/Getty Image
Sete cores, zero discrição
Em boa parte do Brasil, julho é sinônimo de frio, neblina e tons discretos. A saíra-sete-cores vai na direção contrária. Verde, azul, turquesa, amarelo e toques de violeta se combinam em um corpo de pouco mais de 13 centímetros, que surge entre os galhos como um argumento vivo a favor da extravagância. Não à toa, ela é figura frequente em listas das aves mais bonitas do mundo.
Endêmica da Mata Atlântica, vive em florestas úmidas e restingas que vão do sul da Bahia ao Rio Grande do Sul, incluindo fragmentos preservados do estado de São Paulo, onde a foto de hoje foi registrada. Costuma andar em pares ou pequenos grupos e integrar bandos mistos. Enquanto procura frutas, néctar e pequenos insetos, espalha sementes sem querer e ajuda a regenerar a floresta.
Ela se move com rapidez, mas o encontro desacelera quem observa. Em matas onde o verde domina quase tudo, a saíra resolveu responder com todas as cores que encontrou pelo caminho.
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