Integrantes do Bloco Boi Faceiro na celebração do bumba-meu-boi, São Caetano de Odivelas, Pará
© Pedro Vilela/Stringer/Getty Image
A festa que veste memória
O Festival de Parintins começa com a pergunta: vermelho ou azul? A partir de hoje, esta pequena ilha no Amazonas vira centro de um duelo que não admite neutralidade. O Bumbódromo, uma arena em forma de cabeça de boi, se divide: de um lado, Garantido, vermelho. Do outro, Caprichoso, azul. Por três noites, a cidade borra a linha entre espetáculo e torcida.
A tradição mistura influências indígenas, africanas e europeias em torno de um enredo fantástico: um homem mata o boi do patrão para atender ao desejo da companheira. O dono exige reparação, a comunidade entra em cena e, entre ritos e invenção, o animal volta à vida. Em vez de punição, a tensão termina em festa.
Do Nordeste ao Norte, cada região adaptou a narrativa do seu jeito. No Maranhão, o bumba-meu-boi ocupa ruas e terreiros; no Pará, grupos como o Boi Faceiro, visto na imagem, percorrem bairros com encenações; no Amazonas, lendas locais ganham espaço. O Brasil, como sempre, escolhe muitas maneiras de contar o mesmo enredo.
Mulheres com trajes tradicionais no Festival Paro Tshechu, Butão
Infini-D, sendo apresentado na passarela durante o World of WearableArt Awards, em Wellington, na Nova Zelândia, 2019
Corrida Internacional de São Silvestre em São Paulo
Instalação da Lua durante as celebrações do Festival de Meio do Outono, em Kuala Lumpur, na Malásia
Enfermeiras da Cruz Vermelha Americana, em Paris, na França, em maio de 1919
Wilson Dias da Costa Neto como Rei Momo durante o Carnaval de 2016 no Rio de Janeiro
Dia Internacional do Jazz
Flores em homenagem à rainha Elizabeth II