Coruja-buraqueira em sentinela
© Wendy/Jeff Sparks/Torquemada/Getty Image
O chão como mirante
Noturna? Só quando convém. A coruja‑buraqueira da imagem decidiu ignorar o roteiro clássico. Enquanto outras corujas saem à noite, ela assume o turno do dia. Enquanto outras vivem em árvores, ela prefere tocas no chão, escavadas ou reaproveitadas de tatus, que funcionam como abrigo e posto de observação.
Pequena, com cerca de 20 a 25 centímetros, ocupa campos abertos, restingas, pastagens e até áreas urbanas do Brasil. No seu cardápio entram insetos, pequenos roedores, répteis e até escorpiões, ajudando a manter o equilíbrio local. É territorial e não age sozinha. Casais mantêm uma vigilância coordenada: enquanto um mantém seguros ninho, ovos e filhotes, o outro caça. Quando ameaçada, ela solta um som parecido com chocalho de cobra — um blefe eficiente para afastar curiosos desavisados.
A buraqueira não precisa de sombras, nem de altura, para dominar o espaço. Ela faz do chão um mirante e do olhar, sua primeira linha de defesa.
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