Lapas expostas na maré baixa na costa da Praia da Ursa, Portugal
© Theo Bosboom/Nature Picture Librar
As donas das marés
A imagem mostra a Praia da Ursa, em Portugal, num daqueles momentos em que o mar dá um passo atrás e deixa o palco livre. É aí que entram as lapas: pequenos moluscos marinhos, de concha baixa e corpo grudado à rocha, especialistas em viver onde as ondas costumam bater mais forte. Elas não passeiam. Elas se fixam. Quando a água cobre tudo, raspam algas para comer; quando recua, voltam ao mesmo ponto com precisão quase obsessiva.
Esse comportamento não é exclusividade portuguesa. Em costões de Santa Catarina, no Rio de Janeiro ou no litoral paulista, lapas desenham mapas invisíveis nas pedras, marcando onde o mar chega, sai e volta. Vivem onde a maioria dos animais não aguenta, na linha crítica entre seco e molhado, aguentando sol, variação de temperatura e impacto constante.
Dos dois lados do Atlântico, as lapas entenderam que sobreviver não é dominar o ambiente. É entender o ritmo dele — e saber exatamente onde ficar.
Manarola, Parque Nacional Cinque Terre, Ligúria, Itália
Praia de Ipanema, Rio de Janeiro, Brasil
Penzance, na Cornualha, Inglaterra
Seven Mile Bridge em Key West, Flórida, nos EUA
Vista aérea do rio Isar e um afluente, na represa Sylvenstein, em Isarwinkel, Lenggries, na Alemanha
Ciclistas no Volta a França de 2013, Córsega, França
Pôr do sol na praia de Ipanema, Rio de Janeiro, Brasil. Vista para as praias de Ipanema e Leblon, Morro Dois Irmãos e Pedra da Gávea
Honaunau National Park Sanctuary, Big Island,no Havaí