Castor, Alemanha
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O mestre das represas
Em rios do hemisfério norte, vive um construtor que dispensa diploma. Neste 7 de abril, Dia Internacional do Castor, celebramos o roedor que há milhões de anos redesenha paisagens com ferramentas improváveis: incisivos laranja com esmalte reforçado com ferro e uma cauda larga que funciona como leme, apoio e até alarme.
Na foto de hoje, ele aparece em pleno expediente. Entre mergulhos de até 15 minutos, o castor empurra galhos, testa encaixes e organiza troncos com precisão paciente. Seu corpo robusto, de até 1 metro de comprimento, desliza pela água enquanto a represa cresce peça por peça. O riacho desacelera, a água se espalha e surgem áreas úmidas que retêm sedimentos, filtram o fluxo e oferecem abrigo para peixes, anfíbios, insetos e aves. Suas casas de lama e madeira, com entradas submersas, completam a obra.
Antes perseguido por sua pele, hoje o castor é reconhecido como engenheiro de ecossistemas. Onde ele trabalha, a paisagem muda de ritmo — e a vida encontra espaço para florescer.
Marmotas alpinas no Parque Nacional Hohe Tauern, na Áustria
Lontra-européia, Lelystad, Países Baixos
Lontra-marinha flutuando entre algas no Refúgio Nacional de Vida Selvagem Marinha do Alasca, EUA
Lontras européias adolescentes, Loch Spelve, Ilha de Mull, Escócia
Filhote de lontra marinha, Prince William Sound, na Alasca
Lontra marinha, Prince William Sound, Alasca, EUA
Bebês castores da Eurásia, na Finlândia
Lontra-europeia e filhote, Estônia