Elefante do deserto e filhote se alimentando de capim alto, Namíbia
© Christophe Courteau/Minden Picture
Um oásis de resistência
No deserto escaldante, onde a água é um tesouro raro, os elefantes do deserto desafiam o impossível. Encontrados no Mali e na Namíbia, onde foram fotografados na imagem de hoje, esses paquidermes são uma variação adaptada ao calor extremo e à escassez de recursos. Suas patas longas e corpos compactos se movem com surpreendente leveza sobre a areia, percorrendo até 70 quilômetros em busca de água e alimento, guiados por trilhas ancestrais. Sua jornada é uma constante prova de resistência.
Esse dom da adaptação também se reflete no Brasil, onde a natureza oferece soluções igualmente engenhosas. O tatu-bola, por exemplo, encontra no semiárido nordestino um refúgio ao se enrolar, protegendo-se do calor e dos predadores. A ema, maior ave das Américas, pode viajar até 30 quilômetros em um único dia, adaptando-se aos desafios do Cerrado. E, durante períodos de seca, alguns peixes e anfíbios entram em um estado de dormência, suspendendo suas atividades até que as chuvas retornem. Esses exemplos de resiliência animal nos ensinam que, não importa o ambiente ou as dificuldades, a vida sempre encontra um meio.