Moinho de vento de Sorine e vinhedos, região vinícola de Santenay, Côte de Beaune, Borgonha, França
© Marco Bottigelli/Getty Image
Um brinde à colheita
Muito antes de alguém erguer uma taça de vinho francês, alguém plantou e cuidou das videiras. Depois vieram sol, chuva e meses de espera. Hoje estamos em Santenay, na Borgonha, com o moinho de Sorine, construído no século XIX, ao fundo. Temperatura, insolação e maturação das uvas ajudam a decidir quando cada vinhedo está pronto.
Quando os cachos chegam ao ponto certo, começam as vindimas: equipes percorrem as fileiras e cortam os cachos, que são prensados e transformados em vinho. No Hemisfério Norte, elas acontecem no fim do verão e começo do outono, justamente quando o nosso hemisfério está na transição do inverno para a primavera.
A importância da colheita chegou a marcar o próprio calendário: Vendémiaire, primeiro mês do antigo calendário republicano francês, significa “mês das vindimas”. Assim, quando o campo ganha tons dourados e os cestos ficam pesados, a França está repetindo um ritual com séculos de história.
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