Integrantes da Salgueiro na Marquês de Sapucaí em 2022, Rio de Janeiro
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A longa dança da história
Algumas histórias vivem no papel. O Dia do Folclore celebra as que atravessam gerações cantadas, dançadas, bordadas e reinventadas. A palavra "folklore" nasceu na Inglaterra, em 1846, para definir os saberes de um povo, mas no Brasil ganhou ritmos, cores e vozes moldados por séculos de encontros entre indígenas, africanos e europeus. Por aqui, o Saci apronta, a Iara encanta rios, o Boto muda de forma e o Curupira insiste em despistar quem entra na mata. Bumba Meu Boi, frevo, maracatu, carimbó, fandango, cordel, capoeira, repentes, cantigas e receitas continuam circulando de voz em voz, de mãos em mãos e de festa em festa.
O Carnaval é um dos maiores palcos do folclore brasileiro. Na imagem, a escola de samba Acadêmicos do Salgueiro desfila pela Marquês de Sapucaí, no Rio de Janeiro, transformando lendas, personagens populares e tradições regionais em alegorias monumentais diante de milhões de pessoas. Nosso folclore não sobrevive porque resiste ao tempo. Sobrevive porque dança com ele.
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