Antelope Canyon, leste de Page, Arizona, Estados Unidos
© Mark Skalny/Getty Image
A pedra que aprendeu a fluir
O Antelope Canyon, no Arizona, Estados Unidos, parece ter esquecido que é feito de rocha. As paredes que vemos aqui se dobram e ondulam em curvas tão suaves que lembram tecido em movimento. Mas nasceram de um processo nada delicado: começaram como dunas de areia em um deserto antigo, compactadas ao longo do tempo. Depois, enxurradas repentinas atravessaram fendas estreitas no arenito, remodelando sua forma enchente após enchente.
O processo pode parecer distante, mas o Brasil, guardião de um dos conjuntos de cânions mais notáveis da América do Sul, também escreveu páginas impressionantes dessa biblioteca geológica. O Itaimbezinho, por exemplo, entre Santa Catarina e o Rio Grande do Sul, teve seus 5,8 quilômetros de extensão esculpidos por sol, vulcões, chuva e vento por cerca de 130 milhões de anos. No Arizona ou no sul do Brasil, não se deixe enganar: rochas nunca estão paradas. Apenas trabalham em outra escala de tempo.
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