Grous-canadenses ao nascer do sol no Bosque del Apache National Wildlife Refuge, Novo México, EUA
© Jack Dykinga/Minden Picture
O amanhecer dos Grous
Todo mês de dezembro, à medida que a manhã se revela, um coro de chamados estridentes ecoa pelos pântanos do Bosque del Apache National Wildlife Refuge. Este santuário de aproximadamente 23 mil hectares, localizado no centro do Novo México, nos Estados Unidos, prepara-se para encenar uma das performances mais emocionantes da natureza: o retorno dos grous-canadenses após sua jornada sazonal, como podemos ver na imagem.
A cada inverno no hemisfério norte, essas aves partem de suas áreas de reprodução nas planícies do norte dos Estados Unidos, Canadá e Alasca, rumo às regiões mais quentes do sul. No entanto, essa espécie não passa pelo Brasil, pois sua rota migratória está restrita à América do Norte.
Por trás do espetáculo, existe uma história de resiliência. O grou-canadense está entre as espécies de aves mais antigas ainda vivas. Ele descende de uma linhagem que remonta a mais de 2,5 milhões de anos, tendo sobrevivido a eras glaciais e inúmeras mudanças climáticas. Hoje, milhares encontram refúgio nesses pântanos— um lembrete de que a vida, quando é cuidada e tem espaço para florescer, sempre encontra o caminho de volta para casa.
Elefante cruzando o Rio Okavango, em Botsuana
Macho de nandu-de-darwin com filhotes, Parque Nacional Torres del Paine, Patagônia, Chile
Continue a nadar
Um patinho nadando em um lago, Suffolk, Inglaterra
Red-crowned crane bowing to his mate in Hokkaido, Japan
Cisne-branco na Reserva Natural de Vankenhrst, próximo à Valkenswaard, nos Países Baixos
Grou-canadiano no Bosque del Apache National Wildlife Refuge, Novo México, nos Estados Unidos
Cisnes-bravo no Lago Kussharo, Japão