Água-viva nadando no Pacífico, Guerrero, México
© Christian Vizl/TANDEM Stills + Motio
Flutuando por aí
Elas não têm cérebro, ossos nem coração — e, mesmo assim, as águas-vivas vêm pulsando pelos oceanos há mais de meio bilhão de anos. Com seus corpos gelatinosos e tentáculos flutuantes, são viajantes das correntes, deslizando silenciosamente pelos mares.
Não são peixes: pertencem ao grupo dos cnidários, invertebrados compostos por cerca de 95% de água. Algumas águas-vivas brilham, como a da foto registrada no Oceano Pacífico, na costa de Guerrero, no México; outras têm ferrões potentes; e algumas, como a famosa “água-viva imortal”, são capazes de reiniciar seu ciclo de vida. Esses seres frágeis são peças-chave na cadeia alimentar, servindo de alimento para tartarugas, peixes-lua e aves marinhas. Seus picos populacionais funcionam como alertas ambientais, sinalizando mudanças causadas pelo aquecimento das águas, pela pesca excessiva e por alterações nas correntes marítimas.
No litoral brasileiro, a Chrysaora lactea é uma das espécies mais comuns, especialmente nas praias do Sudeste e Nordeste durante os meses mais quentes. Elas continuam a surpreender — seja pela beleza, pela biologia única ou pelos sinais que nos dão sobre a saúde dos oceanos.
Tubarão-baleia, Ningaloo Reef, Austrália Ocidental
Estrelas-do-mar-azuis, em Nova Irlanda, na Papua-Nova Guiné
Coral chifre-de-veado em Bonaire, Caribe Neerlandês
Anjo do mar
Polvo Mototi, Estreito de Lembeh, Indonésia
Jovem tubarão-azul nadando na costa da Galícia, Espanha
Sperm whale pod surfacing, Dominica
Tubarão-seda em Jardines de la Reina, Cuba