Bisões-americanos pastando em fontes termais, Parque Nacional de Yellowstone, Wyoming, EUA
© Cheryl Ramalho/Getty Image
Os herdeiros das planícies
No Parque Nacional de Yellowstone, em Wyoming, Estados Unidos, bisões-americanos pastam envoltos pelo vapor das fontes termais. Símbolos de força, esses gigantes de quase uma tonelada já dominaram as planícies norte-americanas em imensas manadas, mas foram caçados quase até a extinção no século XIX. Hoje, seu retorno às pradarias não é apenas um triunfo ecológico — com manadas em Yellowstone chegando a cerca de 6 mil animais — mas também uma reparação cultural conduzida pelas comunidades indígenas, que se unem a conservacionistas para restaurar os bisões às terras ancestrais.
Para muitos povos nativos, o bisão é professor, irmão espiritual, fonte de sustento e presença essencial no equilíbrio da Terra. Em novembro, os Estados Unidos celebram no Mês da Herança Nativa Americana essa ligação entre pessoas e natureza, reconhecendo as línguas, os saberes e a herança dos povos que viveram ali muito antes da colonização. O movimento é global: mais de vinte países, incluindo o Brasil, dedicam um período do ano à valorização das culturas originárias e à defesa de seus direitos. Honrar nossas raízes é garantir que a vida continue florescendo sobre elas, reforçando o elo entre a memória dos povos e a perpetuação da vida selvagem.
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