Girassóis florindo em um campo no verão
© Arsgera/Shutterstoc
Alô, amarelo!
Brilhantes e repletos de história, os girassóis encantam há milênios. Nativos das Américas, foram domesticados por povos indígenas que valorizavam suas sementes e óleo muito antes de espalharem seus campos pelo mundo. Muito além da beleza, o girassol integrava cultura, alimentação e medicina tradicional dessas comunidades. Seu nome científico, Helianthus, combina as palavras gregas para sol e flor — uma referência à sua forma radiante e ao movimento das flores jovens, que acompanham a trajetória do sol durante o dia.
No século XIX, o girassol encontrou no Brasil um solo pronto para acolhê-lo, especialmente no Sul, onde logo se firmou e se expandiu do Cerrado ao Centro-Oeste. Inicialmente consumidas torradas ou em chá, as sementes hoje dão lugar a uma cultura que abastece a produção de óleo, ração animal e até biodiesel, além de atrair polinizadores e colaborar na recuperação dos solos.
De caules firmes, o girassol não só busca a luz — ele a segue. Seja em plantações sustentáveis, telas de artistas ou lembranças afetivas, essa flor que dança com o sol carrega, em cada pétala, uma forma mais luminosa de olhar o mundo.
Bálsamos e lupinos, Methow Valley, North Cascades, Washington, EUA
Pintassilgo-americano pousado em um girassol, em McConnells, na Carolina do Sul, Estados Unidos
Flores de balsamorhiza sagittate desabrocham próximo às montanhas Teton, no Parque Nacional de Grand Teton, em Wyoming, nos Estados Unidos
Girassol
Abelhas européias em Sheffield, na Inglaterra