Auroras sobre Kirkjufell, Islândia
© Cavan Images/Alam
A coreografia do cosmos
O espetáculo começa a quase 150 milhões de quilômetros dali. Lançadas pelo Sol, partículas atravessam o espaço até encontrarem o campo magnético da Terra. Quando isso acontece sobre regiões próximas ao Ártico, o céu ganha movimento. A aurora boreal forma cortinas de luz que mudam de forma e cor, passando por tons de verde, rosa, violeta e, às vezes, vermelho.
Na imagem, esse cenário envolve Kirkjufell, na península de Snæfellsnes, na Islândia. A montanha domina a paisagem ao lado da delicada cachoeira Kirkjufellsfoss, formando um dos cartões-postais mais emblemáticos do país.
Não é à toa que tantos viajantes escolhem esse lugar. Entre o outono e o inverno, as longas noites oferecem condições ideais para observar o fenômeno. E cada apresentação é única. Algumas auroras cruzam o céu em poucos minutos; outras permanecem ondulando por horas. Basta um céu limpo e um pouco de paciência. O resto fica por conta do Universo, que, de vez em quando, resolve pintar a escuridão com luz.