Família de tigres-de-bengala no Parque Nacional de Ranthambore, Rajastão, Índia
© Archna Singh/Shutterstoc
Uma floresta que voltou a rugir
A natureza adora um bom paradoxo: o maior felino da Índia veste listras marcantes justamente para passar despercebido. Na imagem, uma família de tigres-de-bengala percorre o Parque Nacional de Ranthambore com a tranquilidade de quem não precisa provar nada. O padrão da pelagem embaralha a silhueta entre a vegetação, transformando um animal que pode passar de 280 quilos num fantasma surpreendentemente eficiente.
Nem sempre foi assim. Há pouco mais de um século, os tigres ocupavam vastas áreas da Ásia. Depois vieram a caça, o avanço das cidades e a fragmentação das florestas. A queda foi dramática. Mas o Dia Internacional do Tigre, celebrado hoje, lembra que nem todo final precisa ser escrito antes da hora: áreas protegidas, combate ao tráfico de animais e programas de conservação estão ajudando suas populações a se recuperar. Ranthambore, antigo território de caçadas da nobreza transformado em um dos refúgios mais importantes da espécie, resume essa virada. Ali, desaparecer voltou a ser um talento, e não um destino.
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