Vista aérea do Rio Negro, Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses, Maranhão
© Ignacio Palacios/Getty Image
Lençóis que se desdobram em cor
Lençóis Maranhenses: dunas brancas, lagoas claras... até março decidir trocar a paleta. O tom ferrugem do Rio Negro rouba a cena de hoje. O drama não é estético, é químico: as chuvas de verão arrastam ferro, argila e folhas, tingindo o fluxo e inaugurando a temporada em que o parque muda de pele. Até agosto, cada um dos mais de 150 mil hectares do Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses entra em modo obra. Filetes viram lagoas, que se conectam em cadeias que aparecem de manhã e somem à tarde. O mapa de ontem já não vale; o parque reorganiza a própria geografia, apagando e reescrevendo linhas na areia até acertar o ritmo.
A vida acompanha esse compasso. Garças patrulham margens novas, jaçanãs testam folhas flutuantes. Plantas aquáticas se expandem nos brejos e canais, enquanto cardumes miúdos exploram rotas recém-abertas. Tudo aproveita a chance antes que a água recue. Nos Lençóis, o rio não atravessa a paisagem: ele a redesenha. E quem pisca perde o capítulo seguinte.
Related Images
Bing Today Images
Cova das mãos em Santa Cruz, na Argentina
Piscina 'Gateway' no parque de esculturas Jupiter Artland, Edimburgo, Escócia
“A Fada da Eletricidade” por Raoul Dufy, Museu de Arte Moderna, Paris, França
Terras agrícolas em Palouse, Washington
Figuras feitas pelos indígenas locais de Manaus, Brasil
Mural de Eduardo Kobra ‘Povos Nativos dos 5 continentes’
Paisagem subaquática no Rio Baía Bonita, Aquário Natural em Bonito, Mato Grosso do Sul
Tubarões de recife Blacktip, Maldivas