Balões artesanais de cabaça, Paraty, Rio de Janeiro
© Priscila Zambotto/Getty Image
A arte que dá frutos
Os balões que vemos na imagem não são um brinquedo comum: começaram sua vida como parte de uma planta. São cabaças, frutos ocos de uma trepadeira conhecida como porongo, usadas há séculos como recipientes, cuias e até instrumentos musicais. Nas mãos habilidosas de artesãos, ganham um novo destino; cada fruto é limpo, lixado e pintado com tons e desenhos delicados. Nenhum desses balões é igual ao outro; cada detalhe preserva a singularidade do gesto humano que o criou.
Neste Dia das Crianças, essas pequenas obras de arte nos lembram que a infância é feita de inventar mundos inteiros com o que se tem à mão. Que as crianças continuem escalando árvores, misturando cores, construindo instrumentos musicais, dando novos usos a objetos comuns e reinventando regras de jogos antigos. Que possam se perder no tempo das brincadeiras, experimentar combinações inusitadas e aprender com cada erro e cada acerto. E que continuem ensinando aos adultos que imaginação, surpresa e curiosidade têm o poder de tornar cada rotina uma descoberta.
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