Mirante de Calcite Springs e Rio Yellowstone, Parque Nacional de Yellowstone, Wyoming, EUA
© Rebecca L. Latson/Getty Image
Quando o passado vem à tona
No noroeste dos Estados Unidos, o mirante de Calcite Springs, em Yellowstone, vai além da bela vista da nossa imagem do dia: expõe as cicatrizes de um planeta em constante transformação. Ali, o rio que batiza o parque corta um vale profundo, ladeado por encostas riscadas de branco, onde águas termais ainda sussurram entre rochas moldadas ao longo de milênios. É como se a Terra abrisse as cortinas para os bastidores de um espetáculo geológico ativo — legado da colossal erupção que, há cerca de 640 mil anos, deu origem à vasta caldeira vulcânica no coração do parque.
E o Brasil? Também é palco dessas coreografias grandiosas. Poços de Caldas, em Minas Gerais, repousa sobre um dos maiores e mais antigos vulcões do mundo, formado há cerca de 83 milhões de anos. Esses lugares já não rugem como antes, mas os ecos do magma adormecido nunca deixaram de se manifestar. Entre vapores que brotam do solo, minerais que afloram em silêncio e paisagens moldadas pela antiga força do fogo, a arte paciente da Terra em movimento segue viva.
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