Pelourinho, Salvador, Bahia
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História em movimento
Hoje, 3 de agosto, celebramos o Dia do Capoeirista, data que homenageia uma das expressões culturais mais marcantes do Brasil. A capoeira surgiu no século XVII, desenvolvida por africanos escravizados como forma de resistência e preservação da identidade. Disfarçada de dança para enganar os senhores de engenho, ela unia movimentos de luta com música e ritmo.
Após a abolição da escravidão, a capoeira passou a ser associada à marginalidade e foi proibida por lei em 1890. Praticá-la podia levar à prisão. Só em 1937, com apoio do então presidente Getúlio Vargas, ela foi reconhecida como esporte nacional, graças ao trabalho de mestres como Mestre Bimba, que fundou o Centro de Cultura Física Regional, e Mestre Pastinha, defensor da tradição angola. A capoeira passou a ser vista como esporte, arte e manifestação cultural.
A imagem de hoje mostra o Pelourinho, em Salvador, na Bahia, berço da capoeira. Suas ruas históricas recebem rodas, batizados e celebrações que mantêm viva essa tradição. A capoeira é hoje Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade pela UNESCO — símbolo de resistência, arte e liberdade. Celebrar o capoeirista é honrar uma herança que atravessou séculos com corpo, alma e berimbau.
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